Ilhota
Entre Mar Grande e Gamboa, a Ilhota guarda histórias ligadas às águas, à pesca e à memória negra. A Fonte do Tereré também se conecta à história do Quilombo do Tereré e Maragogipinho.
Uma comunidade entre Mar Grande e Gamboa
A Ilhota aparece no mapa educativo do Conecta Vera Cruz na faixa leste da ilha, entre Mar Grande e Gamboa. Em estudo acadêmico que cita o PDDU de 2002, ela também aparece entre as vilas do município.
Na costa leste de Vera Cruz, em uma sequência de comunidades marcada pela relação com o mar.
A Fonte do Tereré é registrada como fonte de água potável ligada à comunidade.
A pesca artesanal integra a vida econômica e os saberes tradicionais da Ilhota.
O Quilombo do Tereré e Maragogipinho preserva memória, cultura afro-brasileira e vínculos históricos com a Fonte do Tereré.
A Fonte do Tereré
A Fonte do Tereré, localizada na Ilhota, faz parte da memória e da história de Vera Cruz. O material didático História de Vera Cruz registra a fonte como um ponto de água potável que ainda abastece a comunidade, mantendo viva uma relação antiga entre os moradores e esse recurso natural.
Essa importância aparece também em registros do passado. Uma reportagem antiga sobre Mar Grande conta que, em uma época em que ainda não existia água encanada, a população precisava buscar água em outros pontos da região. O transporte era feito em barris levados no lombo de animais, em uma rotina que exigia tempo e esforço.
Entre os principais locais utilizados para esse abastecimento estavam as fontes do Tereré e de São Jorge. A Fonte do Tereré, portanto, não representa apenas um lugar onde a água brota da terra. Ela também guarda lembranças de antigos caminhos, do trabalho cotidiano e das formas encontradas pelas comunidades para garantir algo essencial à vida.
Hoje, sua presença ajuda a preservar uma parte importante da memória da Ilhota e de Vera Cruz, conectando o presente a um tempo em que buscar água fazia parte do dia a dia de muitas famílias.
Quilombo do Tereré
O Quilombo Tereré e Maragogipinho é apresentado no painel instalado no território como uma comunidade com mais de um século de história. O registro associa sua formação a famílias vindas de diferentes cidades do Recôncavo Baiano, que se estabeleceram na região em torno de uma bica de água natural: a Fonte do Tereré.
A fonte e a formação da comunidade
A memória apresentada no próprio território liga o surgimento da comunidade à Fonte do Tereré. A água aparece, portanto, não apenas como recurso natural, mas também como ponto de encontro, permanência e organização de famílias que construíram vida naquele espaço.
Resistência e pertencimento
O painel do Quilombo destaca a resistência negra e apresenta os quilombos como espaços de identidade, expressão e apoio mútuo. Essa memória ajuda a compreender o território como lugar de continuidade histórica e de afirmação cultural.
Cultura transmitida entre gerações
Entre as práticas citadas estão capoeira, maculelê e samba de roda, além de ritmos, danças e músicas ligados à cultura popular brasileira. A associação cultural atua justamente na preservação e na transmissão dessas tradições.
Uma história escrita em água, resistência e cultura
O painel informa que a comunidade possui grande representatividade histórica e cultural e relaciona sua trajetória à resistência negra. Também registra a criação da Associação de Arte e Cultura Quilombo do Tereré em 2012 e a certificação como comunidade remanescente de quilombo em 2015.
No mesmo ponto há indicação de uma trilha de 3,26 km, com duração estimada entre 1h30 e 4h. O percurso reforça a ligação entre memória, natureza e experiência do território.
Samba de roda, memória e participação
A visita registrada nas imagens mostra estudantes participando de vivências culturais no espaço comunitário. Em vez de observar a cultura à distância, eles entram na roda, acompanham os movimentos e aprendem com pessoas que preservam essas práticas.
Aprender também é observar a natureza
As fotografias da visita registram uma atividade com caixas de abelhas nativas sem ferrão. O momento aproxima os estudantes de conhecimentos ligados ao cuidado com as abelhas, ao mel e à relação entre biodiversidade e vida comunitária.
Fonte, trilha e encontros
As fotografias e vídeos desta seção foram produzidos durante uma visita educativa ao Quilombo do Tereré e registram momentos de contato com a fonte, a memória cultural, a dança e saberes ligados ao território.
Pesca artesanal e território
Um estudo publicado na Revista da ABPN inclui a Ilhota entre as comunidades tradicionais pesqueiras de Vera Cruz e destaca a pesca artesanal como elemento importante da vida socioeconômica local.
Conhecimento das marés
O trabalho no mar depende de leitura do tempo, das águas, dos ciclos das espécies e de conhecimentos construídos na experiência.
Trabalho comunitário
A pesca artesanal conecta renda, alimentação, relações familiares e circulação de saberes dentro das comunidades costeiras.
Patrimônio vivo
Mais que atividade econômica, a pesca participa da identidade de comunidades que vivem em relação direta com o território marítimo.
De onde vêm as informações
Registro fotografado no próprio território em agosto de 2026. Foi a base para os dados sobre história, associação cultural, certificação e trilha.
Fotografias e vídeos produzidos em 15 de agosto de 2026, utilizados para documentar a Fonte do Tereré, atividades culturais e saberes do território.
Referência usada na seção sobre a Fonte do Tereré e sua ligação com a Ilhota.
Fonte da fotografia utilizada no banner principal da página.